(Pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre), Salmo 49.8
1 Reis

1 Reis
Autor: Desconhecido, (Alguns atribuem à Jeremias)
Data: Entre 560 e 538 aC.
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Esboço de 1º Reis
I. O reino unido 1.1-11.43
O estabelecimento de Salomão como rei 1.1.-2.46
... A velhice de Davi e a conspiração de Adonias 1:1-31
... Salomão é ungido e constituído rei 1:32-53
... Davi dá conselhos a Salomão e morre 2:1-11
... Salomão reina e mata Adonias, Joabe e Simei 2:12-46

A consagração de Salomão como rei 3.1-8.66
... Salomão casa com a filha de faraó 3:1-3
... O sonho e a escolha sábia de Salomão 3:4-15
... Salomão julga a causa de duas mulheres 3:16-28
... Os príncipes de Salomão e a grandeza do seu reino 4:1-28
... A sabedoria de Salomão 4:29-34
... Salomão faz aliança com Hirão, rei de Tiro 5:1-12
... Os preparativos para edificar o templo 5:13-18
... Salomão edifica o templo 6:1-38
... Salomão edifica um palácio 7:1-12
... Diversas obras para o templo 7:13-51
... Dedicação do templo 8:1-11
... Salomão fala ao povo 8:12-21
... Salomão ora a Deus 8:22-53
... Salomão abençoa o povo 8:54-66
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O erro de Salomão como rei 9.1-11.43
... O Senhor aparece a Salomão pela segunda vez 9:1-14
... O tributo que Salomão impôs 9:15-28
... A rainha de Sabá visita Salomão 10:1-13
... As riquezas de Salomão 10:14-29
... A idolatria de Salomão e a ira de Deus contra ele 11:1-13
... Deus excita adversários contra Salomão 11:14-40
... A morte de Salomão 11:41-43
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II. O reino dividido 12.1-22.53
A revolta e o reinado de Jeroboão em Israel 12.1-14.20
... Roboão causa separação entre as tribos 12:1-15
... Dez tribos seguem Jeroboão 12:16-24
... A idolatria de Jeroboão 12:25-33
... Profecia contra o altar 13:1-10
... Um leão mata o profeta 13:11-34
... Aías prediz a ruína da casa de Jeroboão 14:1-20
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O reinado mau de Roboão em Judá 14.21-31
O reinado mau de Abdias em Judá 15.1-8
O reinado bom de Asa em Judá 15.9-24
... Foi um bom Rei sobre Judá 15:9-15
... Guerra entre Asa e Baasa 15:16-24
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O reinado mau de Nadabe em Israel 15.25-32
O reinado mau de Baasa em Israel 15.33-16.7
O reinado mau de Elá em Israel 16.8-14
O reinado mau de Zinri em Israel 16.15-20
O reinado mau de Onri em Israel 16.21-28
O reinado mau de Acabe em Israel 16.29-22.40
... Acabe reina e casa com Jezabel 16:29-34
... Elias prediz contra Acabe, e é sustentado pelos corvos 17:1-7
... A viúva de Serepta 17:8-24
... Elias apresenta-se diante de Acabe 18:1-19
... Elias e os profetas de Baal 18:20-46
... Jezabel ameaça Elias 19:1-7
... Elias se esconde no monte Horebe 19:8-21
... Guerra entre Acabe e o rei da Síria 20:1-30
... Acabe vence os sírios e faz aliança com o seu rei 20:31-43
... Nebote recusa vender a sua vinha a Acabe 21:1-4
... Jezabel ordena a morte de Nebote 21:5-16
... Deus manda Elias ameaçar a Acabe 21:17-29
... Acabe faz aliança com Jeosafá 22:1-12
... Profecia de Micaías contra Acabe 22:13-28
... A guerra contra os sírios e a morte de Acabe 22:29-40
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O reinado Bom de Jeosafá em Judá 22.41-50
O reinado Mau de Acazias em Israel 22.51-53
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Autor
Como 1 e 2 Rs eram, originalmente, um livro, esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança, muitas sugestões foram feitas. Alguns tem indicado Esdras como compilador, enquanto outros apontam para Isaías como editor. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos ?profetas?, muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. No entanto, a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda, e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42; 52. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto, menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25.27-30), que foi provavelmente, acrescentado por um dos seus discípulos.
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Data
Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta, acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. VI aC.
O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim, de Judá, que estava preso na Babilônia. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC, os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. O autor de Rs teria mencionado, provavelmente, um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC, caso houvesse tido conhecimento desse evento. Como não há menção dessa importante notícia em Rs, conclui-se, então, que Rs tenha sido escrito, provavelmente antes de 538 aC, embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo,
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Contexto Histórico
Os acontecimentos descritos em 1 Rs abrangem um período de cerca de 120 anos. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde a morte de Davi, em cerca de 971 aC, até ao reinado de Josafá (o quarto rei do Reino de Judá) e o reinado de Acazias (o nono rei do Reino de Israel), em cerca de 853 aC. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus, foram grandes mudanças e sublevações. Havia luta interna e pressão externa. O resultado foi um momento tenebroso, em que um reino estável, dirigido por um líder forte, dividiu-se em dois.
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Conteúdo
1 e 2 Rs eram, originalmente, um só livro, que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em ?3 e 4 Reinos? (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). O Título ?Reis? se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período.
Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. No entanto, Reis é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. Na realidade, não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (400 anos em 47 capítulos). Ao contrário, 1 e 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva, com um propósito teológico. O autor, portanto, seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. Em 1 e 2 Rs, Deus é apresentado como Senhor da história.
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O Espírito Santo em Ação
1 Rs 18.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo, onde é chamado de ?Espírito do Senhor?. As palavras de Obadias lá indicam que o ES algumas vezes transportou Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 2.16) Percebe-se uma relação com At 8.39-40, em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar.
Há uma alusão, em 18.48 (?a mão do SENHOR?), à ação do ES em capacitar Elias para operar milagres, A fórmula ?mão do SENHOR? é uma referência à inspiração dos profetas pelo Espírito de Deus (ver 2Rs 3.15 e Ez 1.3; comparar com 1Sm 10.6,10 e 19.20,23). Aqui ?a mão do SENHOR? se refere ao ES que dotou Elias com poderes sobrenaturais para realizar uma façanha surpreendente.
Além dessas passagens, 1Rs 22.24 pode ser outra referência ao ES. Esse versículo se refere a um ?espírito do SENHOR? e pode indicar que os profetas compreendiam que o seu dom de profecia vinha do Espírito de Deus (ver 1Sm 10.6,10; 19.20,23). Se esta interpretação é aceita, então estaria em paralelo com 1Co 12.7-11, que confirma que a habilidade pra profetizar é realmente uma manifestação do ES.

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