Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas porque o tempo está próximo. Apocalipse 1.3.
Grande é o nosso Senhor, e de grande poder não há limite ao seu entendimento. Salmo 147.5

Leitura diária na versão Revisada - Português

2 Reis 4 Topo
1

Ora uma dentre as mulheres dos filhos dos profetas clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor. Agora acaba de chegar o credor para levar-me os meus dois filhos para serem escravos.

2

Perguntou-lhe Eliseu: Que te hei de fazer? Dize-me o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.

3

Disse-lhe ele: Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas.

4

Depois entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos deita azeite em todas essas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia.

5

Então ela se apartou dele. Depois, fechada a porta sobre si e sobre seus filhos, estes lhe chegavam as vasilhas, e ela as enchia.

6

Cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Chega-me ainda uma vasilha. Mas ele respondeu: Não há mais vasilha nenhuma. Então o azeite parou.

7

Veio ela, pois, e o fez saber ao homem de Deus. Disse-lhe ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida e tu e teus filhos vivei do resto.

8

Sucedeu também certo dia que Eliseu foi a Suném, onde havia uma mulher rica que o reteve para comer e todas as vezes que ele passava por ali, lá se dirigia para comer.

9

E ela disse a seu marido: Tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus.

10

Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto sobre o muro e ponhamos-lhe ali uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro e há de ser que, quando ele vier a nós se recolherá ali.

11

Sucedeu que um dia ele chegou ali, recolheu-se àquele quarto e se deitou.

12

Então disse ao seu moço Geazi: Chama esta sunamita. Ele a chamou, e ela se apresentou perante ele.

13

Pois Eliseu havia dito a Geazi: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com todo o desvelo que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale por ti ao rei, ou ao chefe do exército? Ao que ela respondera: Eu habito no meio do meu povo.

14

Então dissera ele: Que se há de fazer, pois por ela? E Geazi dissera: Ora, ela não tem filho, e seu marido é velho.

15

Pelo que disse ele: Chama-a. E ele a chamou, e ela se pôs à porta.

16

E Eliseu disse: Por este tempo, no ano próximo, abraçarás um filho. Respondeu ela: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva.

17

Mas a mulher concebeu, e deu à luz um filho, no tempo determinado, no ano seguinte como Eliseu lhe dissera.

18

Tendo o menino crescido, saiu um dia a ter com seu pai, que estava com os segadores.

19

Disse a seu pai: Minha cabeça! minha cabeça! Então ele disse a um moço: Leva-o a sua mãe.

20

Este o tomou, e o levou a sua mãe e o menino esteve sobre os joelhos dela até o meio-dia, e então morreu.

21

Ela subiu, deitou-o sobre a cama do homem de Deus e, fechando sobre ele a porta, saiu.

22

Então chamou a seu marido, e disse: Manda-me, peço-te, um dos moços e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus e volte.

23

Disse ele: Por que queres ir ter com ele hoje? Não é lua nova nem sábado. E ela disse: Tudo vai bem.

24

Então ela fez albardar a jumenta, e disse ao seu moço: Guia e anda, e não me detenhas no caminhar, senão quando eu to disser.

25

Partiu pois, e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo e sucedeu que, vendo-a de longe o homem de Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita

26

corre-lhe ao encontro e pergunta-lhe: Vais bem? Vai bem teu marido? Vai bem teu filho? Ela respondeu: Vai bem.

27

Chegando ela ao monte, à presença do homem de Deus, apegou-se-lhe aos pés. Chegou-se Geazi para a retirar, porém, o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque a sua alma está em amargura, e o Senhor mo encobriu, e não mo manifestou.

28

Então disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes?

29

Ao que ele disse a Geazi: Cinge os teus lombos, toma o meu bordão na mão, e vai. Se encontrares alguém, não o saúdes e se alguém te saudar, não lhe respondas e põe o meu bordão sobre o rosto do menino.

30

A mãe do menino, porém, disse: Vive o senhor, e vive a tua alma, que não te hei de deixar. Então ele se levantou, e a seguiu.

31

Geazi foi adiante deles, e pôs o bordão sobre o rosto do menino porém não havia nele voz nem sentidos. Pelo que voltou a encontrar-se com Eliseu, e o informou, dizendo: O menino não despertou.

32

Quando Eliseu chegou à casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama.

33

Então ele entrou, fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao Senhor.

34

Em seguida subiu na cama e deitou-se sobre o menino, pondo a boca sobre a boca do menino, os olhos sobre os seus olhos, e as mãos sobre as suas mãos, e ficou encurvado sobre ele até que a carne do menino aqueceu.

35

Depois desceu, andou pela casa duma parte para outra, tornou a subir, e se encurvou sobre ele então o menino espirrou sete vezes, e abriu os olhos.

36

Eliseu chamou a Geazi, e disse: Chama essa sunamita. E ele a chamou. Quando ela se lhe apresentou, disse ele :Toma o teu filho.

37

Então ela entrou, e prostrou-se a seus pés, inclinando-se à terra e tomando seu filho, saiu.

38

Eliseu voltou a Gilgal. E havia fome na terra e os filhos dos profetas estavam sentados na sua presença. E disse ao seu moço: Põe a panela grande ao lume, e faze um caldo de ervas para os filhos dos profetas.

39

Então um deles saiu ao campo a fim de apanhar ervas, e achando uma parra brava, colheu dela a sua capa cheia de colocíntidas e, voltando, cortou-as na panela do caldo, não sabendo o que era.

40

Assim tiraram de comer para os homens. E havendo eles provado o caldo, clamaram, dizendo: Ó homem de Deus, há morte na panela! E não puderam comer.

41

Ele, porém, disse: Trazei farinha. E deitou-a na panela, e disse: Tirai para os homens, a fim de que comam. E já não havia mal nenhum na panela.

42

Um homem veio de Baal-Salisa, trazendo ao homem de Deus pães das primícias, vinte pães de cevada, e espigas verdes no seu alforje. Eliseu disse: Dá ao povo, para que coma.

43

Disse, porém, seu servo: Como hei de pôr isto diante de cem homens? Ao que tornou Eliseu: Dá-o ao povo, para que coma porque assim diz o Senhor: Comerão e sobejará.

44

Então lhos pôs diante e comeram, e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor.

2 Reis 5 Topo
1

Ora, Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito, porque por ele o Senhor dera livramento aos sírios era homem valente, porém leproso.

2

Os sírios, numa das suas investidas, haviam levado presa, da terra de Israel, uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã.

3

Disse ela a sua senhora: Oxalá que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samária! Pois este o curaria da sua lepra.

4

Então Naamã foi notificar a seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a menina que é da terra de Israel.

5

Respondeu o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. Foi, pois, e levou consigo dez talentos de prata, e seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa.

6

Também levou ao rei de Israel a carta, que dizia: Logo, em chegando a ti esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures da sua lepra.

7

Tendo o rei de Israel lido a carta, rasgou as suas vestes, e disse: Sou eu Deus, que possa matar e vivificar, para que este envie a mim um homem a fim de que eu o cure da sua lepra? Notai, peço-vos, e vede como ele anda buscando ocasião contra mim.

8

Quando Eliseu, o homem de Deus, ouviu que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir ter comigo, e saberá que há profeta em Israel.

9

Veio, pois, Naamã com os seus cavalos, e com o seu carro, e parou à porta da casa de Eliseu.

10

Então este lhe mandou um mensageiro, a dizer-lhe: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne tornará a ti, e ficarás purificado.

11

Naamã, porém, indignado, retirou-se, dizendo: Eis que pensava eu: Certamente ele sairá a ter comigo, pôr-se-á em pé, invocará o nome do Senhor seu Deus, passará a sua mão sobre o lugar, e curará o leproso.

12

Não são, porventura, Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? não poderia eu lavar-me neles, e ficar purificado? Assim se voltou e se retirou com indignação.

13

Os seus servos, porém, chegaram-se a ele e lhe falaram, dizendo: Meu pai, se o profeta te houvesse indicado alguma coisa difícil, porventura não a terias cumprido? Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado.

14

Desceu ele, pois, e mergulhou-se no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus e a sua carne tornou-se como a carne dum menino, e ficou purificado.

15

Então voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva chegando, pôs-se diante dele, e disse: Eis que agora sei que em toda a terra não há Deus senão em Israel agora, pois, peço-te que do teu servo recebas um presente.

16

Ele, porém, respondeu: Vive o Senhor, em cuja presença estou, que não o receberei. Naamã instou com ele para que o tomasse mas ele recusou.

17

Ao que disse Naamã: Seja assim contudo dê-se a este teu servo terra que baste para carregar duas mulas porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao Senhor.

18

Nisto perdoe o Senhor ao teu servo: Quando meu amo entrar na casa de Rimom para ali adorar, e ele se apoiar na minha mão, e eu também me tenha de encurvar na casa de Rimom quando assim me encurvar na casa de Rimom, nisto perdoe o Senhor ao teu servo.

19

Eliseu lhe disse: Vai em paz.

20

Quando Naamã já ia a uma pequena distância, Geazi, moço de Eliseu, o homem de Deus, disse: Eis que meu senhor poupou a este sírio Naamã, não recebendo da mão dele coisa alguma do que trazia vive o Senhor, que hei de correr atrás dele, e receber dele alguma coisa.

21

Foi pois, Geazi em alcance de Naamã. Este, vendo que alguém corria atrás dele, saltou do carro a encontrá-lo, e perguntou: Vai tudo bem?

22

Respondeu ele: Tudo vai bem. Meu senhor me enviou a dizer-te: Eis que agora mesmo vieram a mim dois mancebos dos filhos dos profetas da região montanhosa de Efraim dá-lhes, pois, um talento de prata e duas mudas de roupa.

23

Disse Naamã: Sê servido de tomar dois talentos. E instou com ele, e amarrou dois talentos de prata em dois sacos, com duas mudas de roupa, e pô-los sobre dois dos seus moços, os quais os levaram adiante de Geazi.

24

Tendo ele chegado ao outeiro, tomou-os das mãos deles e os depositou na casa e despediu aqueles homens, e eles se foram.

25

Mas ele entrou e pôs-se diante de seu amo. Então lhe perguntou Eliseu: Donde vens, Geazi? Respondeu ele: Teu servo não foi a parte alguma.

26

Eliseu porém, lhe disse: Porventura não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou do seu carro ao teu encontro? Era isto ocasião para receberes prata e roupa, olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas?

27

Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre. Então Geazi saiu da presença dele leproso, branco como a neve.

Lucas 4.14-44 Topo
14

Então voltou Jesus para a Galiléia no poder do Espírito e a sua fama correu por toda a circunvizinhança.

15

Ensinava nas sinagogas deles, e por todos era louvado.

16

Chegando a Nazaré, onde fora criado entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.

17

Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías e abrindo-o, achou o lugar em que estava escrito:

18

O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,

19

e para proclamar o ano aceitável do Senhor.

20

E fechando o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.

21

Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta escritura aos vossos ouvidos.

22

E todos lhe davam testemunho, e se admiravam das palavras de graça que saíam da sua boca e diziam: Este não é filho de José?

23

Disse-lhes Jesus: Sem dúvida me direis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo Tudo o que ouvimos teres feito em Cafarnaum, faze-o também aqui na tua terra.

24

E prosseguiu: Em verdade vos digo que nenhum profeta é aceito na sua terra.

25

Em verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel nos dias de Elias, quando céu se fechou por três anos e seis meses, de sorte que houve grande fome por toda a terra

26

e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Serepta de Sidom.

27

Também muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Elizeu, mas nenhum deles foi purificado senão Naamã, o sírio.

28

Todos os que estavam na sinagoga, ao ouvirem estas coisas, ficaram cheios de ira.

29

e, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até o despenhadeiro do monte em que a sua cidade estava edificada, para dali o precipitarem.

30

Ele, porém, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho.

31

Então desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e os ensinava no sábado.

32

e maravilharam-se da sua doutrina, porque a sua palavra era com autoridade.

33

Havia na sinagoga um homem que tinha o espírito de um demônio imundo e gritou em alta voz:

34

Ah! que temos nós contigo, Jesus, nazareno? vieste destruir-nos? Bem sei quem é: o Santo de Deus.

35

Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele. E o demônio, tendo-o lançado por terra no meio do povo, saiu dele sem lhe fazer mal algum.

36

E veio espanto sobre todos, e falavam entre si, perguntando uns aos outros: Que palavra é esta, pois com autoridade e poder ordena aos espíritos imundos, e eles saem?

37

E se divulgava a sua fama por todos os lugares da circunvizinhança.

38

Ora, levantando-se Jesus, saiu da sinagoga e entrou em casa de Simão e estando a sogra de Simão enferma com muita febre, rogaram-lhe por ela.

39

E ele, inclinando-se para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou. Imediatamente ela se levantou e os servia.

40

Ao pôr do sol, todos os que tinham enfermos de várias doenças lhos traziam e ele punha as mãos sobre cada um deles e os curava.

41

Também de muitos saíam demônios, gritando e dizendo: Tu és o Filho de Deus. Ele, porém, os repreendia, e não os deixava falar pois sabiam que ele era o Cristo.

42

Ao romper do dia saiu, e foi a um lugar deserto e as multidões procuravam-no e, vindo a ele, queriam detê-lo, para que não se ausentasse delas.

43

Ele, porém, lhes disse: É necessário que também às outras cidades eu anuncie o evangelho do reino de Deus porque para isso é que fui enviado.

44

E pregava nas sinagogas da Judéia.