estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. João 20.31
Leitura diária na versão Revisada - Português


Juízes 7
Juízes 8
Marcos 5.21-43

Juízes 7


1
Então Jerubaal, que é Gideão, e todo o povo que estava com ele, levantando-se de madrugada acamparam junto à fonte de Harode e o arraial de Midiã estava da banda do norte, perto do outeiro de Moré, no vale.
2
Disse o Senhor a Gideão: O povo que está contigo é demais para eu entregar os midianitas em sua mão não seja caso que Israel se glorie contra mim, dizendo: Foi a minha própria mão que me livrou.
3
Agora, pois, apregoa aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for medroso e tímido volte, e retire-se do monte Gileade. Então voltaram do povo vinte e dois mil, e dez mil ficaram.
4
Disse mais o Senhor a Gideão: Ainda são muitos. Faze-os descer às águas, e ali os provarei e será que, aquele de que eu te disser: Este irá contigo, esse contigo irá porém todo aquele de que eu te disser: Este não irá contigo, esse não irá.
5
E Gideão fez descer o povo às águas. Então o Senhor lhe disse: Qualquer que lamber as águas com a língua, como faz o cão, a esse porás de um lado e a todo aquele que se ajoelhar para beber, porás do outro.
6
E foi o número dos que lamberam a água, levando a mão à boca, trezentos homens mas todo o resto do povo se ajoelhou para beber.
7
Disse ainda o Senhor a Gideão: Com estes trezentos homens que lamberam a água vos livrarei, e entregarei os midianitas na tua mão mas, quanto ao resto do povo, volte cada um ao seu lugar.
8
E o povo tomou na sua mão as provisões e as suas trombetas, e Gideão enviou todos os outros homens de Israel cada um à sua tenda, porém reteve os trezentos. O arraial de Midiã estava embaixo no vale.
9
Naquela mesma noite disse o Senhor a Gideão: Levanta-te, e desce contra o arraial, porque eu o entreguei na tua mão.
10
Mas se tens medo de descer, vai com o teu moço, Purá, ao arraial
11
ouvirás o que dizem, e serão fortalecidas as tuas mãos para desceres contra o arraial. Então desceu ele com e seu moço, Purá, até o posto avançado das sentinelas do arraial.
12
Os midianitas, os amalequitas, e todos os filhos do oriente jaziam no vale, como gafanhotos em multidão e os seus camelos eram inumeráveis, como a areia na praia do mar.
13
No momento em que Gideão chegou, um homem estava contando ao seu companheiro um sonho, e dizia: Eu tive um sonho eis que um pão de cevada vinha rolando sobre o arraial dos midianitas e, chegando a uma tenda, bateu nela de sorte a fazê-la cair, e a virou de cima para baixo, e ela ficou estendida por terra.
14
Ao que respondeu o seu companheiro, dizendo: Isso não é outra coisa senão a espada de Gideão, filho de Joás, varão israelita. Na sua mão Deus entregou Midiã e todo este arraial.
15
Quando Gideão ouviu a narração do sonho e a sua interpretação, adorou a Deus e voltando ao arraial de Israel, disse: Levantai-vos, porque o Senhor entregou nas vossas mãos o arraial de Midiã.
16
Então dividiu os trezentos homens em três companhias, pôs nas mãos de cada um deles trombetas, e cântaros vazios contendo tochas acesas,
17
e disse-lhes: Olhai para mim, e fazei como eu fizer e eis que chegando eu à extremidade do arraial, como eu fizer, assim fareis vós.
18
Quando eu tocar a trombeta, eu e todos os que comigo estiverem, tocai também vós as trombetas ao redor de todo o arraial, e dizei: Pelo Senhor e por Gideão!
19
Gideão, pois, e os cem homens que estavam com ele chegaram à extremidade do arraial, ao princípio da vigília do meio, havendo sido de pouco colocadas as guardas então tocaram as trombetas e despedaçaram os cântaros que tinham nas mãos.
20
Assim tocaram as três companhias as trombetas, despedaçaram os cântaros, segurando com as mãos esquerdas as tochas e com as direitas as trombetas para as tocarem, e clamaram: A espada do Senhor e de Gideão!
21
E conservou-se cada um no seu lugar ao redor do arraial então todo o exército deitou a correr e, gritando, fugiu.
22
Pois, ao tocarem os trezentos as trombetas, o Senhor tornou a espada de um contra o outro, e isto em todo o arraial, e fugiram até Bete-Sita, em direção de Zererá, até os limites de Abel-Meolá, junto a Tabate.
23
Então os homens de Israel, das tribos de Naftali, de Aser e de todo o Manassés, foram convocados e perseguiram a Midiã.
24
Também Gideão enviou mensageiros por toda a região montanhosa de Efraim, dizendo: Descei ao encontro de Midiã, e ocupai-lhe as águas até Bete-Bara, e também o Jordão. Convocados, pois todos os homens de Efraim, tomaram-lhe as águas até Bete-Bara, e também o Jordão
25
e prenderam dois príncipes de Midiã, Orebe e Zeebe e mataram Orebe na penha de Orebe, e Zeebe mataram no lagar de Zeebe, e perseguiram a Midiã e trouxeram as cabeças de Orebe e de Zeebe a Gideão, além do Jordão.

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Juízes 8


1
Então os homens de Efraim lhe disseram: Que é isto que nos fizeste, não nos chamando quando foste pelejar contra Midiã? E repreenderam-no asperamente.
2
Ele, porém, lhes respondeu: Que fiz eu agora em comparação ao que vós fizestes? Não são porventura os rabiscos de Efraim melhores do que a vindima de Abiezer?
3
Deus entregou na vossa mão os príncipes de Midiã, Orebe e Zeebe que, pois, pude eu fazer em comparação ao que vós fizestes? Então a sua ira se abrandou para com ele, quando falou esta palavra.
4
E Gideão veio ao Jordão e o atravessou, ele e os trezentos homens que estavam com ele, fatigados, mas ainda perseguindo.
5
Disse, pois, aos homens de Sucote: Dai, peço-vos, uns pães ao povo que me segue, porquanto está fatigado, e eu vou perseguindo a Zeba e Zalmuna, reis os midianitas.
6
Mas os príncipes de Sucote responderam: Já estão em teu poder as mãos de Zebá e Zalmuna, para que demos pão ao teu exército?
7
Replicou-lhes Gideão: Pois quando o Senhor entregar na minha mão a Zebá e a Zalmuna, trilharei a vossa carne com os espinhos do deserto e com os abrolhos.
8
Dali subiu a Penuel, e falou da mesma maneira aos homens desse lugar, que lhe responderam como os homens de Sucote lhe haviam respondido.
9
Por isso falou também aos homens de Penuel, dizendo: Quando eu voltar em paz, derribarei esta torre.
10
Zebá e Zalmuna estavam em Carcor com o seu exército, cerca de quinze mil homens, os restantes de todo o exército dos filhos do oriente pois haviam caído cento e vinte mil homens que puxavam da espada.
11
subiu Gideão pelo caminho dos que habitavam em tendas, ao oriente de Nobá e Jogbeá, e feriu aquele exército, porquanto se dava por seguro.
12
E, fugindo Zebá e Zalmuna, Gideão os perseguiu, tomou presos esses dois reis dos midianitas e desbaratou todo o exército.
13
Voltando, pois, Gideão, filho de Joás, da peleja pela subida de Heres,
14
tomou preso a um moço dos homens de Sucote, e o inquiriu este lhe deu por escrito os nomes dos príncipes de Sucote, e dos seus anciãos, setenta e sete homens.
15
Então veio aos homens de Sucote, e disse: Eis aqui Zebá e Zalmuna, a respeito dos quais me escarnecestes, dizendo: Porventura já estão em teu poder as mãos de Zebá e Zalmuna, para que demos pão aos teus homens fatigados?
16
Nisso tomou os anciãos da cidade, e espinhos e abrolhos do deserto, e com eles ensinou aos homens de Sucote.
17
Também derrubou a torre de Penuel, e matou os homens da cidade.
18
Depois perguntou a Zebá e a Zalmuna: Como eram os homens que matastes em Tabor? E responderam eles: Qual és tu, tais eram eles cada um parecia filho de rei.
19
Então disse ele: Eram meus irmãos, filhos de minha mãe vive o Senhor, que se lhes tivésseis poupado a vida, eu não vos mataria.
20
E disse a Jeter, seu primogênito: Levanta-te, mata-os. O mancebo, porém, não puxou da espada, porque temia, porquanto ainda era muito moço.
21
Então disseram Zebá e Zalmuna: Levanta-te tu mesmo, e acomete-nos porque, qual o homem, tal a sua força. Levantando-se, pois, Gideão, matou Zebá e Zalmuna, e tomou os crescentes que estavam aos pescoços dos seus camelos.
22
Então os homens de Israel disseram a Gideão: Domina sobre nós, assim tu, como teu filho, e o filho de teu filho porquanto nos livraste da mão de Midiã.
23
Gideão, porém, lhes respondeu: Nem eu dominarei sobre vós, nem meu filho, mas o Senhor sobre vós dominará.
24
Disse-lhes mais Gideão: uma petição vos farei: dá-me, cada um de vós, as arrecadas do despojo. (Porque os inimigos tinham arrecadas de ouro, porquanto eram ismaelitas) .
25
Ao que disseram eles: De boa vontade as daremos. E estenderam uma capa, na qual cada um deles deitou as arrecadas do seu despojo.
26
E foi o peso das arrecadas de ouro que ele pediu, mil e setecentos siclos de ouro, afora os crescentes, as cadeias e as vestes de púrpura que os reis de Midiã trajavam, afora as correntes que os camelos traziam ao pescoço.
27
Disso fez Gideão um éfode, e o pôs na sua cidade, em Ofra e todo o Israel se prostituiu ali após ele e foi um laço para Gideão e para sua casa.
28
Assim foram abatidos os midianitas diante dos filhos de Israel, e nunca mais levantaram a cabeça. E a terra teve sossego, por quarenta anos nos dias de Gideão.
29
Então foi Jerubaal, filho de Joás, e habitou em sua casa.
30
Gideão teve setenta filhos, que procederam da sua coxa, porque tinha muitas mulheres.
31
A sua concubina que estava em Siquém deu-lhe também um filho e pôs-lhe por nome Abimeleque.
32
Morreu Gideão, filho de Joás, numa boa velhice, e foi sepultado no sepulcro de seu pai Joás, em Ofra dos abiezritas.
33
Depois da morte de Gideão os filhos de Israel tornaram a se prostituir após os baalins, e puseram a Baal-Berite por deus.
34
Assim os filhos de Israel não se lembraram do Senhor seu Deus, que os livrara da mão de todos os seus inimigos ao redor
35
nem usaram de beneficência para com a casa de Jerubaal, a saber, de Gideão, segundo todo o bem que ele havia feito a Israel.

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Marcos 5

21-43
21
Tendo Jesus passado de novo no barco para o outro lado, ajuntou-se a ele uma grande multidão e ele estava à beira do mar.
22
Chegou um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo e, logo que viu a Jesus, lançou-se-lhe aos pés.
23
e lhe rogava com instância, dizendo: Minha filhinha está nas últimas rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva.
24
Jesus foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava.
25
Ora, certa mulher, que havia doze anos padecia de uma hemorragia,
26
e que tinha sofrido bastante às mãos de muitos médicos, e despendido tudo quanto possuía sem nada aproveitar, antes indo a pior,
27
tendo ouvido falar a respeito de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-lhe o manto
28
porque dizia: Se tão-somente tocar-lhe as vestes, ficaria curada.
29
E imediatamente cessou a sua hemorragia e sentiu no corpo estar já curada do seu mal.
30
E logo Jesus, percebendo em si mesmo que saíra dele poder, virou-se no meio da multidão e perguntou: Quem me tocou as vestes?
31
Responderam-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e perguntas: Quem me tocou?
32
Mas ele olhava em redor para ver a que isto fizera.
33
Então a mulher, atemorizada e trêmula, cônscia do que nela se havia operado, veio e prostrou-se diante dele, e declarou-lhe toda a verdade.
34
Disse-lhe ele: Filha, a tua fé te salvou vai-te em paz, e fica livre desse teu mal.
35
Enquanto ele ainda falava, chegaram pessoas da casa do chefe da sinagoga, a quem disseram: A tua filha já morreu por que ainda incomodas o Mestre?
36
O que percebendo Jesus, disse ao chefe da sinagoga: Não temas, crê somente.
37
E não permitiu que ninguém o acompanhasse, senão Pedro, Tiago, e João, irmão de Tiago.
38
Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga, viu Jesus um alvoroço, e os que choravam e faziam grande pranto.
39
E, entrando, disse-lhes: Por que fazeis alvoroço e chorais? a menina não morreu, mas dorme.
40
E riam-se dele porém ele, tendo feito sair a todos, tomou consigo o pai e a mãe da menina, e os que com ele vieram, e entrou onde a menina estava.
41
E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi, que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te.
42
Imediatamente a menina se levantou, e pôs-se a andar, pois tinha doze anos. E logo foram tomados de grande espanto.
43
Então ordenou-lhes expressamente que ninguém o soubesse e mandou que lhe dessem de comer.

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