
Daily reading in version Nova Versão Internacional - Portuguese
Advertência contra Tiro: Pranteiem, navios de Társis! Pois Tiro foi destruída e ficou sem nenhuma casa e sem porto. De Chipre[54] lhe veio essa mensagem.
Fiquem calados, habitantes das regiões litorâneas, e vocês, mercadores de Sidom, enriquecidos pelos que atravessam o mar
e as grandes águas. O trigo de Siore a colheita do Nilo eram a sua renda, e vocês se tornaram o suprimento das nações.
Envergonhe-se, Sidom, pois o mar, a fortaleza do mar, falou: "Não estive em trabalho de parto nem dei à luz; não criei filhos nem eduquei filhas".
Quando a notícia chegar ao Egito, ficarão angustiados com as novidades de Tiro.
Cruzem o mar para Társis; pranteiem, vocês, habitantes das regiões litorâneas.
É esta a cidade jubilosa que existe desde tempos muito antigos, cujos pés a levaram a conquistar terras distantes?
Quem planejou isso contra Tiro, contra aquela que dava coroas, cujos comerciantes são príncipes, cujos negociantes são famosos em toda a terra?
O Senhor dos Exércitos o planejou para abater todo orgulho e vaidade e humilhar todos os que têm fama na terra.
Cultive[55] a sua terra como se cultivam as margens do Nilo, ó povo[56] de Társis, pois você não tem mais porto.
O Senhor estendeu a mão sobre o mar e fez tremer seus reinos. Acerca da Fenícia[57] ordenou que as suas fortalezas sejam destruídas,
e disse: "Você não se alegrará mais, ó cidade de Sidom, virgem derrotada! "Levante-se, atravesse o mar até Chipre; nem lá você terá descanso".
Olhem para a terra dos babilônios[58]; esse é o povo que não existe mais! Os assírios a deixaram para as criaturas do deserto; ergueram torres de vigia, despojaram suas cidadela se fizeram dela uma ruína.
Pranteiem, vocês, navios de Társis; destruída está a sua fortaleza!
Naquele tempo Tiro será esquecida por setenta anos, o tempo da vida de um rei. Mas no fim dos setenta anos, acontecerá com Tiro o que diz a canção da prostituta:
"Pegue a harpa, vá pela cidade, ó prostituta esquecida; toque a harpa, cante muitas canções, para se lembrarem de você".
No fim dos setenta anos o Senhor se lembrará de Tiro. Esta voltará ao seu ofício de prostituta e servirá a todos os reinos que há na face da terra.
Mas o seu lucro e a sua renda serão separados para o Senhor; não serão guardados nem depositados. Seus lucros irão para os que vivem na presença do Senhor, para que tenham bastante comida e roupas finas.
Vejam! O Senhor vai arrasar a terra e devastá-la; arruinará sua superfície e espalhará seus habitantes.
Será o mesmo para o sacerdote e o povo, para o senhor e o servo, para a senhora e a serva, para o vendedor e o comprador, para quem toma emprestado e quem empresta, para o devedor e o credor.
A terra será completamente arrasada e totalmente saqueada. Quem falou esta palavra foi o Senhor.
A terra seca-se e murcha, o mundo definha e murcha, definham os nobres da terra.
A terra está contaminada pelos seus habitantes, porque desobedeceram às leis, violaram os decretos e quebraram a aliança eterna.
Por isso a maldição consome a terra, e seu povo é culpado. Por isso os habitantes da terra são consumidos pelo fogo, ao ponto de sobrarem pouquíssimos.
O vinho novo vai-se, e a videira murcha; todos os que se divertiam gemem.
O som festivo dos tamborins foi silenciado, o barulho dos que se alegram parou, a harpa cheia de júbilo está muda.
Já não bebem vinho entoando canções; a bebida fermentada é amarga para os que a bebem.
A cidade vã está em ruínas; a entrada de cada casa está fechada.
Nas ruas clamam por vinho; toda a alegria chegou ao fim, toda celebração foi eliminada da terra.
A cidade foi deixada em ruínas, sua porta feita em pedaços.
Assim será na terra, entre as nações, como quando se usa a vara na oliveira ou se buscam os restos das uvas após a colheita.
Erguem as vozes, cantam de alegria; desde o ocidente aclamam a majestade do Senhor.
Dêem glória, pois, ao Senhor no oriente, e nas ilhas do mar exaltem o nome do Senhor, o Deus de Israel.
Desde os confins da terra ouvimos cantar: "Glória seja dada ao Justo!" Mas eu disse: "Que desgraça! Que desgraça! Ai de mim! Os traidores traem! Os traidores agem traiçoeiramente!"
Pavor, cova e laço os aguardam, ó habitantes da terra!
Quem fugir ao grito de terror cairá na cova; quem sair da cova será pego no laço. Abertas estão as comportas dos céus; tremem os alicerces da terra.
A terra foi despedaçada, está destruída, totalmente abalada!
A terra cambaleia como um bêbado, balança como uma cabana ao vento; tão pesada sobre ela é a culpa de sua rebelião que ela cai para nunca mais se levantar!
Naquele dia o Senhor castigará os poderes em cima nos céus e os reis embaixo na terra.
Eles serão arrebanhados como prisioneiros numa masmorra, trancados numa prisão e castigados[59] depois de muitos dias.
A lua ficará humilhada, e o sol, envergonhado; pois o Senhor dos Exércitos reinará no monte Sião e em Jerusalém, glorioso na presença dos seus líderes!
A Lei traz apenas uma sombra dos benefícios que hão de vir, e não a sua realidade. Por isso ela nunca consegue, mediante os mesmos sacrifícios repetidos ano após ano, aperfeiçoar os que se aproximam para adorar.
Se pudesse fazê-lo, não deixariam de ser oferecidos? Pois os adoradores, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais se sentiriam culpados de seus pecados.
Contudo, esses sacrifícios são uma recordação anual dos pecados,
pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados.
Por isso, quando Cristo veio ao mundo, disse: Sacrifício e oferta não quiseste, mas um corpo me preparaste;
de holocaustos e ofertas pelo pecado não te agradaste.
Então eu disse: Aqui estou, no livro está escrito a meu respeito; vim para fazer a tua vontade, ó Deus[43].
Primeiro ele disse: "Sacrifícios, ofertas, holocaustos e ofertas pelo pecado não quiseste, nem deles te agradaste" (os quais eram feitos conforme a Lei).
Então acrescentou: "Aqui estou; vim para fazer a tua vontade". Ele cancela o primeiro para estabelecer o segundo.
Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas.
Dia após dia, todo sacerdote apresenta-se e exerce os seus deveres religiosos; repetidamente oferece os mesmos sacrifícios, que nunca podem remover os pecados.
Mas quando este sacerdote acabou de oferecer, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus.
Daí em diante, ele está esperando até que os seus inimigos sejam colocados como estrado dos seus pés;
porque, por meio de um único sacrifício, ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados.
O Espírito Santo também nos testifica a este respeito. Primeiro ele diz:
"Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor. Porei as minhas leis em seu coração e as escreverei em sua mente" [44];
e acrescenta: "Dos seus pecados e iniqüidades não me lembrarei mais" [45].
Onde esses pecados foram perdoados, não há mais necessidade de sacrifício por eles.