Guarda-te que não te esqueças do SENHOR teu Deus, deixando de guardar os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos que hoje te ordeno; Deuteronômio 8.11
Mateus



Mateus
Autor: Mateus
Data: Cerca de 50?75 dC
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Esboço de Mateus
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Prólogo: Genealogia e narrativa da infância 1.1-2.23
genealogia de Jesus 1.1-17
O nascimento 1.18-25
A adoração dos magos 2.1-12
Fuga para o Egito e matança nos inocentes, a volta para Israel 2.13-23
... A fuga para o Egito 2:13-15
... A matança dos infantes 2:16-18
... A volta para Nazaré 2:19-23
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I. Parte um: Proclamação do Reino dos Céus 3.1-7.29
Narrativa: Início do Ministério de Jesus 3.1-4:24
... A pregação de João Batista 3:1-12
... O batismo de Jesus 3:13-17
... A tentação de Jesus 4:1-11
... Jesus na Galiléia 4:12-17
... Jesus chama os primeiros discípulos 4:18-25
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Discurso: O Sermão da Montanha 5.1-7.29
... A bem-aventuranças 5:1-12
... O Sal da Terra e a Luz do mundo 5:13-16
... Jesus e a Lei 5:17-20
... O homicídio 5:21-26
... O adultério 5:27-32
... Os juramentos 5:33-37
... Ódio e Amor 5:38-48
... Ostentação 6:1
... Esmolas 6:2-4
... Oração 6:5-15
... Jejum 6:16-18
... O Tesouro no Céu 6:19-21
... Olho puro 6:22-23
... Os dois senhores 6:24
... Ansiedades pela vida material 6:25-34
... O Juízo temerário 7:1-5
... Não profanar o que é santo 7:6
... A eficácia da oração 7:7-12
... Duas portas e Dois Caminhos 7:13-14
... Os falsos profetas 7:15-23
... Os dois fundamentos 7:24-29
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II. Parte Dois: O ministério de Jesus na Galiléia 8.1-11.1
Narrativa: Histórias dos dez milagres 8.1-9:34
... A cura de um leproso 8:1-4
... O centurião de Cafarnaum 8:5:13
... A cura da sogra de Pedro 8:14-17
... Renúncia Própria 8:18-22
... Acalma a tempestade 8:23-27
... Endemoninhados gadarenos 8:28-34
... O Paralítico de Cafarnaum 9:1-8
... A chamada de Mateus 9:9-13
... A questão do jejum 9:14-17
... A filha de Jairo e a mulher hemorrágica 9:18-26
... Cura dois cegos 9:27-31
... Cura um mudo endemoninhado 9:32-34
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Discurso: Missão e martírio 9.35-11.1
... A seara e os ceifeiros 9:35-38
... Os doze e sua missão 10:1-11:1
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III. Parte Três: Histórias e parábolas em meio a controvérsias 11.2-13.52
Narrativa: Controvérsia que se intensificam 11.2-12.50
... João Batista envia mensageiros 11:2-6
... Dá testemunho de João Batista 11:7-19
... Três cidades impenitentes 11:20-24
... A exultação de Jesus 11:25-27
... O jugo de Jesus 11:28-30
... Jesus é Senhor do sábado 12:1-8
... Cura homem com mão atrofiada 12:9-21
... A blasfêmia dos fariseus 12:22-32
... A árvore e seus frutos 12:33-37
... O sinal do profeta Jonas 12:38-45
... A família de Jesus 12:46-50
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Discurso: Parábolas do Reino 13.1-52
... A parábola do semeador 13:1-23
... A parábola do trigo e do joio 13:24-30; 36-43
... A parábola do grão de mostarda 13:31-32
... A parábola do fermento 13:33-35
... A parábola do tesouro escondido 13:44
... A parábola da pérola 13:45-46
... A parábola da rede 13:47-51
... A parábola das coisas tiradas do tesouro 13:52
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IV. Parte Quatro: Narrativa, controvérsia e discurso 13.53-17.27
Narrativa: Vários episódios precedentes à jornada final de Jesus em Jerusalém 13.53-17.27
... Jesus é rejeitado em Nazaré 13:53-58
... A Morte de João Batista 14:1-12
... Primeira multiplicação dos pães 14:13-21
... Anda sobre o mar 14:22-36
... A tradição dos anciãos 15:1-20
... A mulher Cananéia 15:21-28
... Segunda multiplicação dos pães 15:29-39
... Um sinal dos céus 16:1-4
... O fermento dos fariseus 16:5-12
... A confissão de Pedro 16:13-20
... Jesus prediz sua paixão 16:21-23
... A lei da cruz 16:24-28
... A transfiguração 17:1-13
... A cura de um menino epiléptico 17:14-23
... Jesus paga tributo 17:24-27
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Discurso: Ensino sobre a igreja 18.1-35
... O maior do Reino dos céus 18:1-6
... Os tropeços 18:7-14
... Como promover a reconciliação 18:15-22
... Parábola do credor incompassivo 18:23-35
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V. Parte Cinco: Jesus na Judéia e em Jerusalém 19.1-25.46
Narrativa: A jornada final de Jesus e a instauração do conflito 19.1-23.39
... Acerca do divórcio 19:1-12
... Jesus abençoa as crianças 19:13-15
... O jovem rico 19:16-30
... A parábola dos trabalhadores 20:1-16
... Jesus prediz sua morte e ressurrreição 20:17-19
... O pedido da mãe de Tiago e João 20:20-28
... Os dois cegos de Jericó 20:29-34
... A entrada triunfal em Jerusalém 21:1-11
... A purificação do templo 21:12-17
... A figueira infrutífera 21:18-22
... A autoridade de Jesus e o batismo de João 21:23-27
... Parábola dos dois filhos 21:28-32
... Parábola dos lavradores maus 21:33-46
... Parábola das Bodas 22:1-14
... A questão do tributo 22:15-22
... Os saduceus e a ressurreição 22:23-33
... O grande mandamento 22:34-40
... O Cristo filho de Davi 22:41-46
... Jesus censura os escribas e fariseus 23:1-39
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Discurso: Os ensinos escatológicos de Jesus 24.1-25.46
... O princípio de dores 24:1-14
... A grande tribulação 24:15-28
... A vinda do Filho do homem 24:29-40
... Exortação à vigilância 24:42-44
... Parábola dos dois servos 24:45-51
... Parábola das dez virgens 25:1-13
... Parábola dos talentos 25:14-30
... A vida eterna e o castigo eterno 25:31-46
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A narrativa da Paixão 26.1-27.66
... Conspiração contra Jesus 26:1-5
... Ungido em Betânia 26:6-13
... O preço da traição 26:14-16
... Última páscoa e a Ceia do Senhor 26:17-30
... Pedro é avisado 26:31-35
... No Getsêmani 26:36-46
... Traído e preso 26:47-56
... Jesus perante o sinédrio 26:57-68
... Pedro nega a Jesus 26:69-75
... O suicídio de Judas 27:1-10
... Perante Pilatos 27:11-26
... Escarnecido pelos soldados 27:27-31
... A crucificação 27:32-56
... O sepultamento 27:57-61
... A guarda do sepulcro 27:62-66
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A narrativa da ressurreição 28.1-20
... A ressurreição 28:1-10
... O suborno dos guardas 28:11-15
... A grande comissão aos discípulos 28:16-20
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Autor
Embora este evangelho não identifique seu autor, a antiga tradição da igreja o atribui a Mateus, o apóstolo e antigo cobrador de impostos. Pouco se sabe sobre ele, além de seu nome e ocupação. A tradição diz que, nos quinze anos após ressurreição de Jesus, ele pregou na Palestina e depois conduziu campanhas missionárias em outras nações.
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Data
Evidências externas, como citações na literatura cristã do Séc I, testemunham desde cedo a existência e o uso de Mt. Líderes da igreja do Séc. II e III geralmente concordavam que Mt foi o primeiro Evangelho a ser escrito, e várias declarações em sues escritos indicam uma data entre 60 e 65 dC.
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Conteúdo
O objetivo de Mt é evidente na estrutura deste livro, que agrupa os ensinamentos e atos de Jesus em cinco partes. Este tipo de estrutura, comum ao judaísmo, pode revelar o objetivo de Mt em mostrar Jesus como o cumprimento da lei. Cada divisão termina com uma fórmula como: ?Concluindo Jesus estes dircusos...? (7.28; 11.1; 13.53; 19.1; 26.1).
No prólogo (1.1-2.23), Mt mostra que Jesus é o Messias ao relacioná-lo às promessas feitas a Abraão e Davi. O nascimento de Jesus salienta o tema do cumprimento, retrata a realeza de Jesus e sublinha a importância dele para os gentios.
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A primeira parte (caps. 3-7) contém o Sermão da Montanha, no qual Jesus descreve como as pessoas devem viver no Reino de Deus.
A Segunda parte (8.1-11.1) reproduz as instruções de Jesus a seus discípulos quando ele os enviou para a viagem missionária.
A Terceira parte (11.2-13.52) registra várias controvérsias nas quais Jesus estava envolvido e sete parábolas descrevendo algum aspecto do Reino dos céus, em conexão com a resposta humana necessária.
A Quarta parte ( 13.53-18.35) o principal discurso aborda a conduta dos crentes dentro da sociedade cristã (cap 18).
A quinta Parte (19.1-25.46) narra a viagem final de Jesus a Jerusalém e revela seu conflito climático com o judaísmo. Os caps. 24-25 contêm os ensinamentos de Jesus relacionados à últimas coisas. O restante do Livro (26.1-28.20) detalha acontecimentos e ensinamentos relacionados à crucificação, à ressurreição e à comissão do Senhor à Igreja. A não ser no início e no final do Evangelho, a disposição de Mt não é cronológica e não estritamente biográfica, mas foi planejada para mostrar que o Judaísmo encontra o cumprimento de suas esperanças em Jesus.
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Cristo Revelado
Este Evangelho apresenta Jesus como o cumprimento de todas as expectativas e esperanças messiânicas. Mt estrutura cuidadosamente suas narrativas para revelar Jesus como cumpridor de profecias específicas. Portanto, ele impregna seu Evangelho tanto com citações quanto com alusões ao AT, introduzindo muitas delas com a fórmula ?para que se cumprisse?.
No Evangelho. Jesus normalmente faz alusão a si mesmo como o Filho do Homem, uma referência velada ao seu caráter messiânico (Dn 7.13,14). O termo não somente permitiu a Jesus evitar mal-entendidos comuns originados de títulos messiânicos populares, como possibilitou-lhe interpretar tanto sua missão de redenção (como em 17.12,22; 20.28; 26.24) quanto seu retorno na glória (como em 13.41; 16.27; 19.28; 24.30,44; 26.64).
O uso do título ?Filho de Deus? por Mt sublinha claramente a divindade de Jesus ( 1.23; 2.15; 3.17; 16.16). Como o Filho, Jesus tem um relacionamento direto e sem mediação com o Pai (11.27).
Mt apresenta Jesus como o Senhor e Mestre da igreja, a nova comunidade, que é chamada a viver nova ética do Reino dos céus. Jesus declara: ?a igreja? como seu instrumento selecionado para cumprir os objetivos de Deus na Terra (16.18; 18.15-20). O Evangelho de Mt pode ter servido como manual de ensino para a igreja antiga, incluindo a surpreendente Grande Comissão (28.12-20), que é a garantia da presença viva de Jesus.
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O Espírito Santo em Ação
A atividade do ES é evidente em cada fase e ministério de Jesus. Foi por meio do poder do Espírito que Jesus foi concebido no ventre de Maria (1.18-20).
Antes de Jesus começar seu ministério público, ele foi tomado pelo Espírito de Deus (3.16) e foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo como preparação adicional a seu papel messiânico (4.1). O poder do Espírito habilitou Jesus a curar (12.15-21 e a expulsar demônios (12.28).
Da mesma forma que João imergia seus seguidores na água, Jesus imergirá seus seguidores no ES (3.11). Em 7.21-23, encontramos uma advertência dirigida contra os falsos carismáticos, aqueles que na igreja, profetizam, expulsam demônios e fazem milagres, mas não fazem a vontade do Pai. Presumivelmente, o mesmo ES que inspira atividades carismáticas também deve permitir que as pessoas da igreja façam a vontade de Deus (7.21)
Jesus declarou que suas obras eram feitas sob o poder do ES, evidenciando que o Reino de Deus havia chegado e que o poder de satanás estava sendo derrotado. Portanto, atribuir o ES ao diabo era cometer um pecado imperdoável (12.28-32).
Em 12.28, o ES está ligado ao exorcismo de Jesus e à presente realidade do Reino de Deus, não apenas pelo fato do exorcismo em si, pois os filhos dos fariseus (discípulos) também praticavam exorcismo (12.27). Mas precisamente, o ES está executando um novo acontecimento com o Messias??é chegado a vós o Reino de Deus? (v.28).
Finalmente, o ES é encontrado na Grande Comissão (28.16-20). Os discípulos são ordenados a ir e a fazer discípulos de todas as nações, ?batizando-os em nome do Pai, do Filho e do ES? (v.19). Isto é, eles deveriam batizá-los ?no/com referência ao ? nome? ou autoridade? do Deus Triúno. Em sua obediência a esta missão, os discípulos de Jesus têm garantida sua constante presença com eles.

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